quinta-feira , julho 19 2018
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Como vivem as mulheres que optaram por não terem filhos

ESPECIAL PARA O FATOS REGIONAIS

Imagem ilustrativa

Num dia como este domingo, 13, praticamente todas as mulheres recebem algum tipo de homenagem por conta da comemoração nacional do Dia das Mães. O mesmo não se pode dizer de Carina. 47 anos, diferentemente de outras mulheres, ela não terá nada de especial para comemorar, uma vez que não é mãe.

Divorciada, Carina sempre soube que não queria ter filhos. “Desde que eu tinha 12, 13 anos eu já sabia. Por isso nem gostava muito de bonecas”, comentou a lojista que mora na Estância Turística de Ilha Solteira. O desejo ardente por ter um filho não cobria seu coração como acontece com boa parte das mulheres.

Carina explica que o ideal de ser mãe, em sua cabeça, é fruto de uma sociedade machista que exige da mulher o desejo de ser mãe, como se essa fosse a maior realização. “Minha realização é minha profissão, é o que eu escolhi para mim”, fala ela com bastante segurança. E ela garante não se importar quando as pessoas fazem perguntas indiscretas das razões que a levaram a não ter filhos. “Muita gente acha que eu não posso ter filhos. Meu útero é perfeitamente saudável, mas jamais será usado”, brinca.

Carina não é a única. Muitas mulheres da região optaram por não serem mães, por diversas razões diferentes e, boa parte delas, parece feliz com a decisão. Amanda, moradora da Estância Turística de Santa Fé do Sul, diz que chegou a planejar um filho, mas mudou de ideia ao conviver com os filhos de suas amigas. “Eu nunca teria paciência para uma criança. Sou um espírito livre”, comentou ela.

O Dia das Mães vai passar batido para Carina. Sua mãe faleceu há alguns anos e ela não faz a menor questão de comemorar a data, mesmo recebendo convites de amigos e até mesmo de parentes. Já decidiu, no domingo vai comer lasanha de microondas e passar o dia assistindo Netflix. “Vou fazer maratona de 3%”, se referindo a 2ª temporada da série brasileira produzida pela gigante de streaming.

Já Amanda, com 34 anos e casada, vai passar na casa da sogra. Ela está preparada para as piadinhas sobre o fato de não ser mãe. Mesmo assim, diz que gosta do espírito do Dia das Mães. “Até liguei para minha mãe logo que deu meia noite. Não tenho nada contra mães, só não quero ser”, salienta ela decidida.

O marido acabou concordando. Mesmo assim, vira e mexe faz algumas indiretas sobre a possibilidade da esposa ter mudado de ideia. Ela continua decidida e já avisou. Se ser pai é mais importante que o casamento, ele terá de arrumar outra esposa. O radicalismo não a incomoda, uma vez que ela mesmo diz: “o corpo é meu, eu decido”.

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