DA REDAÇÃO

Noite quente e final de semana. Dia de sair para aproveitar a cidade de Andradina. Os proprietários de restaurantes, bares e lanchonetes pegam suas cadeiras e mesas e colocam nas calçadas. Os chamados puxadinhos fazem sucesso no município andradinense, e também em todo país, tornando-se um ótimo negócio para os comerciantes.

Só que os proprietários dos estabelecimentos gastronômicos não podem deixar as cadeiras e mesas nas calçadas de Andradina. Um Termo de Esclarecimento, assinado por Sérgio Kubo, Chefe de Fiscalização Municipal, notificou os restaurantes, bares e lanchonetes sobre a proibição da formação do famoso puxadinho.

Diante desta questão, comerciantes começaram a procurar soluções para resolver este problema. A polêmica acontece, pois a legislação se encontra desatualizada em Andradina e diversas cidades do país. Os governantes de municípios que não permitem o uso de cadeiras e mesas nas calçadas afirmam que atrapalham o espaço dos pedestres para transitarem nas calçadas, forçando-os a andarem nas ruas correndo risco de sofrerem um acidente.

Mas como os puxadinhos são uma tradição, várias cidades, principalmente capitais, permitem o uso de cadeiras e mesas removíveis e não fixas, não podendo atrapalhar o trânsito de pedestre. Os estabelecimentos devem respeitar uma faixa mínima de 1,10 m. Além disso, não pode colocar nesses locais caixas de sons, alto-falantes, rádios ou qualquer aparelho sonoro.

Num acordo feito entre comerciantes e Prefeituras, existem estabelecimentos que pagam uma taxa extra para poder fazer seus puxadinhos. O valor varia de acordo com a legislação de cada localidade, contudo, há proprietários que garantem que a concordância é vantajosa para ambas as partes.

Há muita vantagem em usar os espaços nas calçadas. Primeiro que permitem uma expansão do estabelecimento. Outro ponto é que a área externa recebe mais clientes, principalmente fumantes, do que no próprio local fechado do espaço comercial.

A outra vantagem é a capacidade de receber mais pessoas. Na calçada é possível colocar toldo, criando um local próprio do estabelecimento. Por isso é importante criar regras que não prejudiquem os comerciantes e os pedestres que passam pelas ruas.

“O radicalismo é burrice. A Prefeitura de Andradina precisa conversar com os comerciantes e todos chegarem num acordo. Limita o número de cadeiras e mesas, faz uma negociação para pagamento de taxa extra, os proprietários dos estabelecimentos explicam suas dificuldades e criem uma lei para deixar as regras claras”, afirmou o advogado de São Paulo, Daniel Gomes. “Todos sairão beneficiados com essa ação”, acrescentou.

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