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Toma lá, dá cá: Como duas proposituras evidenciaram racha político na Câmara de Pereira Barreto

DA REDAÇÃO

Há sempre na política, pelo menos, dois grupos. Eles são divididos entre base aliada e base opositora ao prefeito. Nas cidades da região, isso não é diferente, contudo, quando olhamos para Estância Turística de Pereira Barreto, enxergamos dificuldades para entender quais as posições de boa parte dos legisladores em relação ao mandatário João de Altayr Domingues (PR), o popular Joãozinho.

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Porém, quando o assunto não é relacionado a Prefeitura Municipal, aí fica fácil de saber como pensa cada vereador. Aliás, na última sessão ordinária, ocorrida na segunda-feira, 11, duas proposituras deixaram evidentes como se comporta cada grupo, mesmo com alguns edis afirmando categoricamente que não existem grupos.

Pois bem, o primeiro documento a causar confusão foi a Moção de Repúdio contra um projeto de lei apresentado Deputado Estadual Roberto Trípoli (PV) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A iniciativa de ser contra o projeto do legislador estadual acabou sendo do presidente da Câmara de Pereira Barreto, Cléber Mariani (MDB).

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O PRIMEIRO EMBATE

Inicialmente, pensou-se que apenas Walt Disney (PV) iria se abster ou ir contra a Moção, pois o Deputado faz parte da sua legenda. Entretanto, o primeiro a se posicionar foi Antônio Dias Pereira (PSB), pedindo para que a votação do documento fosse adiado, dando oportunidade aos seus colegas visualizarem e estudarem a propositura melhor ao longo da semana.

Aí nasceu a oportunidade para a discussão. O legislador Valdomiro Toneti Júnior (PTB), mais conhecido como Duno, declarou que a palavra repúdio é muito forte e entende que o projeto de Trípoli não era digno de tal “marcação”. Walt também discordou da palavra repúdio e lembrou que o documento do Deputado tem como função impedir a caça de animais silvestres e não atrapalhar o controle destes animais.

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Cléber se defendeu e disse que é preciso o controle dos javalis, já que esses animais estão prejudicando os trabalhadores rurais no interior de São Paulo. “Conheço muitos homens do campo e sei o quanto eles estão sendo prejudicados pela enorme quantidade de javalis. Esses animais vêm acabando com diversas plantações”, relatou o presidente.

João Batista Thereza (MDB) comentou o fato e concordou com Walt Disney e Duno. Percebendo que iria perder a votação, Clebinho atendeu ao pedido do vereador Dias e colocou o adiamento da Moção em votação. Os legisladores aprovaram e o documento deve voltar a pauta na próxima segunda-feira, 18.

O SEGUNDO EMBATE

João Thereza apresentou mudanças no projeto sobre abonada de aniversário, documento feito por Carlão Empreiteiro e aprovado pelos legisladores de 2008. Essa propositura oferece um dia de folga ao servidor público no dia do seu aniversário.

Qual a mudança proposta por Thereza? O funcionário público que faz aniversário no final de semana, ou feriado, acaba perdendo o direito de abonar, ou seja, o vereador quer que o servidor receba esse direito num dia útil. Isso significa que, o trabalhador que fizer aniversário no domingo, terá direito de folgar na segunda-feira seguinte, por exemplo.

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Mas esse benefício só ocorre se o servidor seguir algumas regras determinadas pela lei. Foi neste ponto que nasceu o problema e fez com que Isac Santana (PSB) e José Aparecido da Silva (PDT), o Dega, votassem contra o projeto na Comissão de Urbanismo, Obras e Serviços Públicos, Educação, Saúde e Assistência Social e outras atividades, presidida, por incrível que pareça, por João Batista Thereza.

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A justificativa dada por Isac na bancada é que o funcionário pode ser perseguido pelo chefe do setor e perder o direito de abonar no aniversário. Claro que João Thereza e os colegas favoráveis ao projeto foram contra a opinião do motorista da Prefeitura Municipal.

Com o parecer contrário, os legisladores tiveram que decidir se o projeto iria ou não para votação. A primeira parte ficou marcada pela vitória do grupo opositor ao presidente da Casa de Leis: 7 votos a 3. Tudo indicava que a propositura seria aprovada com facilidade.

A VIRADA

Dega demonstrou descontentamento com Victor Fachini (PSD). Como suas bancadas ficam próximas, o vereador do PDT declarou que o colega deveria ter votado junto com seu grupo. “Você deveria ter votado comigo, Vitinho”, disse José Aparecido.

O mérito do projeto foi discutido e houve bate-boca. Cléber precisou dar uma pausa de cinco minutos e os grupos começaram a articular. Francisco Leite Gomes (PRB), o Chico Barbeiro, e Dega conversaram com Victor Fachini sobre o documento, tendo como intenção fazê-lo mudar de opinião.

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A sessão voltou e novas discussões aconteceram. João Thereza chegou a afirmar que os contrários ao projeto estavam tentando medir força política, pois a propositura beneficiava os funcionários públicos, já que ele conversou sobre o assunto com diversas pessoas que trabalham na Prefeitura.

Os que não eram favoráveis disseram o oposto. “Votei a favor do parecer e contra o projeto, porque conversei com funcionários e eles não querem que o documento passe. Foi por esse motivo que resolvi votar contrário”, explicou Chico Barbeiro.

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Carlos Alberto de Almeida Salles (PDT) compreendeu que era necessário escutar o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos e, por causa disso, propões que o projeto fosse votado na próxima semana, assim como ocorreu com a Moção de Repúdio proposta por Cléber.

João Thereza discordou de Carlão e recebeu o apoio de Walt Disney e Capitão Dias. Cléber colocou o adiamento em votação e todos foram pegos de surpresa. Victor Fachini foi favorável para que o projeto seja apreciado na semana seguinte. A tela marcava 5 a 4 no momento em que faltava apenas o Carlão para votar.

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O edil do PDT votou não pelo adiamento, entretanto, percebeu que havia escolhido errado e corrigiu seu voto. O placar ficou empatado e Cléber Mariani precisou se posicionar. Ele ficou ao lado de Dega, Isac e Chico Barbeiro, seu grupo na Câmara.

O conflito entre grupos ficou evidente e chamou atenção por um fato: Tanto Victor Fachini, quanto Carlão são os pontos de equilíbrio desta Câmara. Eles devem, a partir daqui, ter papel fundamental nas votações. A próxima sessão promete novos grandes acontecimentos.

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