sexta-feira , junho 22 2018
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Presidente da Câmara de Andradina está em prisão domiciliar noturna. Ele só pode ir às sessões; Entenda:

POR Juliete Costa

O presidente da Câmara Municipal de Andradina, Raimundo Justino Silva (Patriotas) está cumprindo prisão domiciliar após decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo após ser acusado de cometer atos ilegais com relação a licitações para o município.

De acordo com as informações apuradas pela reportagem, no documento em que consta a decisão, o vereador foi indiciado por participar de um processo de licitação na modalidade de pregão presencial para a contratação de monitores escolares na cidade. Contudo, na ocasião ele teria tentado subordinar uma das licitantes para desistir do certame oferecendo o valor de R$ 5 mil. Na época, policiais militares descobriram a atuação do político e outros envolvidos no ato em que praticavam, sendo levados de imediato ao Plantão Policial.

Após prestar depoimento e pagar uma fiança no valor de R$ 1 mil, Raimundo foi liberado para cumprir prisão em casa e continuou sendo investigado pela Justiça. Ficou decidido em documento oficial de que o presidente da Casa de Leis de Andradina seria obrigado a cumprir algumas exigências do Tribunal, como: o comparecimento a todos os atos do processo sempre que intimado, comparecimento mensal em juízo para falar sobre suas atividades, proibição de sua ausência da Comarca por mais de oito dias sem comunicar aos responsáveis pelo caso e o recolhimento domiciliar durante o período noturno, das 20h às 5h da manhã e aos finais de semana.

Contudo, por presidir a Câmara, Justino não cumprirá da forma como foi datada uma das exigências. As segundas-feiras, por exemplo, ele ficará na Casa das 19h às 00h para participar das sessões plenárias que assim são marcadas por vereadores da região. O restante dos dias, a ordem continua sendo cumprida conforme a medida cautelar expedida.

Assim que o assunto repercutiu no município, Raimundo tentou se defender de todas as formas. “Eu não sei o que aconteceu e não fui preso. Todos fomos convidados a prestar esclarecimentos na delegacia e eu fui sem sequer saber o do que se tratava”, disse ele ao explicar a situação em depoimento a um veículo de comunicação da região.

Porém, em contato com autoridades policiais, o Portal Fatos Regionais confirmou que ninguém é levado para depor em forma de esclarecimentos e depois é obrigado a pagar fiança. “Fiança é para quem foi preso”, explicou um advogado.

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