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Fim de uma era: O triste fim da vida política de Vidotti

DA REDAÇÃO

Era fim da tarde de um domingo. Não era um domingo qualquer. Dia 02 de outubro de 2016 e mais de 60% do município de Suzanápolis estava em festa. A população acabara de eleger de forma incontestável seu novo prefeito. Com 1.562 votos, Antônio Alcino Vidotti (PSDB) havia sido escolhido para retornar ao cargo mais alto da pequena cidade com 3.836 habitantes.

Não era a primeira vez que ele se elegera prefeito. Em outras duas ocasiões (1997-2000 e 2009-2012) ele havia comandado o município. Candidato em todas as eleições da cidade desde a emancipação, em 1992, Vidotti perdeu três eleições. Por isso, aquele domingo era dia de ainda mais festa, uma vez que ele igualava o número de vitórias, se tornando prefeito pela terceira vez.

A posse, alguns meses depois, foi marcada por alegria e muitas comemorações por parte de seus fãs. E não é exagero ou enfeite linguístico o uso desta palavra. Perfeitamente normal definir parte do eleitorado de Vidotti como fãs. A felicidade, porém, tinha data para terminar. Apenas 18 dias após assumir o comando da prefeitura, ele foi afastado pela Justiça a pedido do Ministério Público.

Tudo aconteceu por conta de impressionantes 19 processos que Vidotti responde, todos por improbidade administrativa. Menos de 03 semanas de se tornar prefeito, ele viu seu mundo ruir com a determinação de afastamento. Prática de enriquecimento ilícito, formação de quadrilha e peculato são alguns dos crimes imputados ao prefeito eleito.

Mas ele não desistiu. Foram meses e meses de luta, tentando voltar. E ele conseguiu retornar por alguns dias em meados de 2017. Ocorre que, novamente a pedido da promotoria, Vidotti foi afastado e daquela vez por tempo indeterminado. Recorrendo, ele ficou na ansiedade pela inocentação. Ao menos essa era a expectativa de seus apoiadores.

“O Vidotti é inocente, coitado. Ele foi vítima de uma perseguição do Osmar”, chegou a comentar uma pessoa dias antes do julgamento. Na semana passada, para desespero de quem ainda acreditava no prefeito, a Justiça cassou o mandato de Antônio Alcino Vidotti e determinou sua condenação: detenção de três anos e prisão de 01 ano. Pena que foi revertida a serviços comunitários, o que significa dizer que o prefeito não será preso.

Mesmo assim, o homem que esteve nos bastidores políticos de Suzanápolis desde que ela se tornou município, tem um triste final. Cassado, inelegível devido a Lei de Ficha Limpa, Vidotti teve sua carreira política manchada. Ele será lembrado nas próximas décadas por muitos de seus feitos, mas agora também, por ter sido o primeiro prefeito na História de Suzanápolis a ter sido cassado por improbidade administrativa.

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Um comentário

  1. Tadinho, “Coitado”, queremos ver é todo o dinheiro desviado por ele e sua trupe nos cofres da prefeitura para efetivas melhorias na cidade!

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