POR Juliete Costa

Alguns membros da Comissão Especial de Inquérito que apurou possíveis irregularidades na concessão de gratificações e incorporações salariais para servidores do legislativo de Ilha Solteira, mostraram-se insatisfeitos com o relatório final sobre o caso.

Para os vereadores Ricardo Casagrande (PP) e Docílio José Correia Feitosa, conhecido como Cido (PSD), que votaram contra a conclusão das investigações, não localizaram qualquer ilegalidade ou inconstitucionalidade nos atos praticados sobre os benefícios aos funcionários.

De acordo com as informações apuradas pela reportagem, os mesmos alegam que apontar pagamento irregular de R$ 1,7 milhão ao longo de 20 anos foi algo precipitado pelos representantes da CEI. Eles ressaltam que as concessões foram embasadas em legislação vigente e pertinentes à cada matéria referida.

Os políticos também não concordam que a antecipação do quinquênio foi um ato ilegal, sendo que na época ocorreu de acordo com a legislação específica e com as devidas orientações administrativas do setor de recursos humanos da Prefeitura.

Além disso, os representantes ilhenses são contra a afirmação de que houve acúmulo de gratificações. Para eles, elas foram distintas, sendo uma por Regime Especial de trabalho e outra por designação por Função de Direção/Chefia. “O relatório foi tendencioso, parcial e não trouxe a verdade dos fatos”, contestaram.

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