POR Vinicius Alves, especial para o FATOS REGIONAIS

Quem procura uma notícia sobre a política de Auriflama certamente vai encontrar alguma dificuldade. Seja nas Redes Sociais ou mesmo em veículos de comunicação pouco se fala sobre o assunto. E não é apenas em veículos de comunicação locais, mesmo jornais maiores de cobertura regional possuem pouco ou quase nada sobre o tema.

Isso é historicamente comum. Quem vive em Auriflama sabe que a cidade não é exatamente conhecida por ter uma população atuante em reclamações e sugestões para mudanças políticas. Seja pelo viés anacrônico com que os moradores se posicionam, quase sempre concordando com boa parte das atitudes da Administração Municipal, ou mesmo por conta da cultura de não se reclamar que Auriflama assumiu para si.

A atitude é completamente diferente do que se é vista em cidades vizinhas. Em Andradina, por exemplo, tornou-se impossível entrar nas Redes Sociais sem se dar conta de que há ao menos uma reclamação com direito a fotos e centenas de comentários raivosos, quase sempre acusando políticos de todas as estirpes da cidade, de serem os responsáveis por todas as mazelas com que os moradores sofrem.

Muito menor que em Andradina, as Estâncias Turísticas de Ilha Solteira e Pereira Barreto vivem clima semelhante. Moradores postam fotos, textos e comentários sempre criticando ou sugerindo mudanças para que o Poder Público resolva. Muitas vezes vereadores e até os prefeitos são marcados nestas postagens.

Já em Auriflama, dificilmente alguém encontrará algo semelhante nas Redes Sociais. Como a população é absolutamente pacífica quando o assunto é política, sobraria para os veículos de mídia abordarem o assunto e não é o que ocorre. Mesmo sites de notícias ou jornais e Rádios da cidade tratam do assunto de modo regional, evitando falar da política auriflamense e, sem o trabalho de uma mídia atuante, a população acaba se escondendo.

“É impossível que uma Administração atinja 100% de satisfação para com a população”, avaliou um especialista em ciência política. Para ele, cidades em que não há intensa participação da população, se dá por conta da cultura de aceitação de tudo que lhes é oferecido. Em Auriflama isso tem uma justificativa, a cidade é considerada uma das menos violentas da região e vem se tornando um forte pólo na área de indústria e de saúde, com isso, a população pode se constranger por reclamar de fatores menores.

 

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