POR Naian Lucas Lopes

Ser negro no Brasil é muito difícil, ainda mais quando se é mulher. Por isso o Portal Fatos Regionais fez um TOP 10 de mulheres negras que mudaram a história do país com suas lutas e influências na sociedade.

Confira abaixo

1. Dandara

Zumbi dos Palmares foi seu esposo e parceiro de luta. Dandara é conhecida como a principal líder feminina do Quilombo dos Palmares. Teve papel fundamental na recusa do Quilombo sobre a proposta da Coroa Portuguesa em condicionar as reivindicações dos quilombolas. Sua morte aconteceu durante uma guerra.

2. Tereza de Benguela

25 de julho é comemorado o Dia de Tereza de Benguela. Líder do Quilombo do Piolho, ela lutou contra a escravidão e abrigou índios bolivianos insatisfeitos com as atitudes das Coroas espanhola e portuguesa. Tereza acabou sendo presa e se matou por não aceitar viver como uma escrava.

3. Mãe Menininha do Gantois

Nascida em 1864, Mãe Menininha do Gantois é considerada por muitos religiosos a mais importante mãe de santo do Brasil. Ela conseguiu o respeito da sociedade, diminuindo a perseguição dos políticos na época. Por conta da sua capacidade de agregar pessoas, conquistou a admiração até de líderes de outras religiões. Conhecida pela sua generosidade e fé, sempre recebeu elogios de Caetano Veloso, Tom Jobim, Dorival Caymmi, Vinícius de Moraes, entre outros artistas.

4. Maria Firmina dos Reis

Considerada a primeira romancista brasileira, foi responsável por escrever romances abolicionista, sendo o mais famoso Úrsula, no qual conta a condição da população negra no Brasil com elementos da tradição africana.

5. Carolina Maria de Jesus

Outra escritora importante da história do país. Carolina trabalhou como auxiliar no sustento da casa. Por ser muito pobre, não frequentou a escola. Ela mudou-se para periferia de São Paulo com objetivo de sustentar seus filhos. Como catadora de papel, começou a guardar papéis para registrar seu cotidiano na favela. Em 1960, lançou o livro “Quarto de Despejos”, vendendo milhares de cópias em todo território nacional. A obra ganhou fama internacional, sendo instrumento de estudo de diversos especialistas.

6. Mariana Crioula

Rio de Janeiro, Vila das Vassouras. Lá Mariana Crioula era mucama. Juntou-se aos escravos na maior fuga deles da história fluminense no ano de 1838. Ela foi a principal responsável pela fuga, tornando-se uma das figuras mais importantes da resistência negra contra a escravidão.

7. Chica da Silva

Chica foi uma escrava, posteriormente alforriada, que viveu no Arraial do Tijuco, atual Diamantina, Minas Gerais, durante a segunda metade do século XVIII. Manteve durante mais de quinze anos uma união consensual estável com o rico contratador dos diamantes João Fernandes de Oliveira, tendo com ele treze filhos. O fato de uma escrava alforriada ter atingido posição de destaque na sociedade local durante o apogeu da exploração de diamantes deu origem a diversos mitos.

8. Zacimba Gaba

Da Angola para o Espírito Santo. Zacimba Gaba acabou parando nas terras capixaba, ficando conhecida por ter provocado a revolta dos escravos contra a Casa Grande. Tornou-se rainha de um quilombo, sendo responsável por planejas ataques aos navios para resgatar os negros escravos. Uma mulher corajosa.

9. Elza Soares

A primeira apresentação de Elza Soares aconteceu num programa de calouros da rádio Tupi. O apresentador Ary Barroso debochou das roupas de Elza, perguntando de que planeta ela tinha vindo. O público riu, mas se calou quando a artista falou que veio do planeta fome. Sua voz encantou o público e o apresentador disse que nascia uma estrela. A família foi contra a carreira artística de Elza, mesmo sendo muito pobre. Com 21 anos, a cantora já tinha enterrado dois filhos, um marido e passado fome. Mesmo tendo se relacionado com Garricha e feito diversas plásticas, a voz desta enorme cantora ganhou muitos fãs, recebendo prêmios internacionais e sendo escolhida por uma revista inglesa como a maior cantora brasileira de todos os tempos.

10. Taís Araújo

Primeira atriz negra a protagonizar uma novela da Globo, no qual encenou a personagem Petra da trama “Da Cor do Pecado”. Ela também foi a primeira protagonista negra do horário das nove, na novela “Viver a Vida”. Taís Araújo é conhecida por ser uma das 100 mulheres negras mais influentes do mundo com menos de 40 anos, permitindo que a mesma participasse de um debate da Universidade de Columbia, em Nova York. Também foi eleita uma das mulheres mais guerreiras e estilosas pela revista americana Vogue América. Em 2016, uma pesquisa de opinião (Pesquisa Qualibest) apontou Taís Araújo como a mulher mais admirada por jovens na faixa etária entre 13 e 20 anos, a quinta artista mais influente da televisão e internet no país, segundo o jornal Meio & Mensagem em parceria com o Instituto Datafolha em 2016, e a quarta mais influente em 2017.

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